10 de outubro de 2010

Ai Dona Gi-ra-fa...

Quando sua filha começar a chamar os guindastes das obras na cidade de girafa.... pára tudo! Tá na hora de levá-la ao zoológico!!!

E tem jeito melhor de começar a comemorar o dia das crianças?
Algumas imagens de um dia muito especial...
Nós recomendamos!!!


Lotaaaaaaaaado!!!  Mas até que a fila não demorou muito não e valeu a pena cada minuto!  
Ela! A Girafa!!!

Muita farra!

Nossa ferinha "enjaulada"

"Ai Dona Gi-ra-fa
Vem fazer um ca-ri-nho
Diz se o gosto dessa nuvem
É salgado ou é docinho? ..."

"E quando ela quer coçar a orelha...
é problema, é problema, é problema"
 
"Ai Dona Gi-ra-fa
Vem fazer um ca-ri-nho
Não não vai embora
Fica só mais um pouquinho
Fica só mais um pouquinho
Fica só mais um pouquinho..."


6 de outubro de 2010

Bizus de comportamento (?!?!?!)

Bem... ok ok... depois das divagações, vamos à prática.
Continuando o assunto "Educar" (que tem consumido minha mente nos últimos meses) e atendendo a pedidos, como prometi (eu tardo mas não falho!), estou colocando aqui algumas situações que comigo funcionam bem... tudo fiz absolutamente por intuição, então nada do que está descrito aqui tem alguma fundamentação teórica, psicológica ou pedagógica... 
Fui agindo conforme as situações que apareciam e percebendo o que funcionava e o que não funcionava...  Tem dado certo em quase-100% das vezes, principalmente fora de casa (em casa às vezes ela resolve se rebelar um pouco - sabe como é né: conhece o ambiente, se sente mais segura de si... rs)

Prepara aí que o post é longo... (para justificar a demora, viu amigas... rs). Vou postar primeiro as questões de comportamento mesmo, depois eu posto outro com questões do dia a dia, ou como vem na avaliação da creche: questões da vida prática (ic!)
Bom.. O pulo do gato foi quando comecei a perceber que o tom de voz e algumas palavras-chave funcionavam muito bem com ela. 
Ela associa algumas palavras específicas e o tom de voz que eu uso nessas palavras às situações e aí responde bem ao que estou tentando ensinar a ela, não só com relação a comportamento mas também em atividades do dia-a-dia mesmo como escovar os dentes, ir dormir, tomar o remédio.
É meio que adestramento mesmo.. Talvez a experiência de sucesso "educando" o Héctor, tenha me ensinado alguma coisa... rs... 
Aliás.. Costumava brincar com todo mundo que me questionava a falta de filhos depois de tantos anos de casada (quando Pissuca nasceu nós já estávamos prestes a completar 11 anos de casados) que minha estratégia era: primeiro cuidar de uma plantinha e se ela sobrevivesse (sim- fiquei expert em orquídeas, as minhas orquídeas sempre deram muitas floradas), cuidar de um cachorrinho (e aí veio o Hector) e só então, se ele sobrevivesse, pensaria em ter um bebezinho. 
Ou seja.. acho que acabou sendo todo um percurso adquirindo váarias experiências.. rs...
E hoje... estamos aí...  (bem... abri mão das orquídeas, um cão e um bebê estão de bom tamanho por enquanto!)
Tudo começou mais ou menos quando ela tinha 1 ano e 3 meses...  
A seguir, extraí pedaços das minhas anotações mensais sobre as evoluções de Pissuca que eu formatei para este post.

Com 1a e 2 m:
Entrou na fase da birra. 
E.t.: Pânico total! O que fazer?!

Com 1a e 3 m:
Tá na fase de pedir tudo gritando. Daí eu falo com ela num tom bem mais baixo “Julia, sem gritar” e aí ela pede de novo mas sem gritar, no mesmo tom que eu falei... tomara que continue funcionando. Rs.
**E.t.: Sim.. sim... continua funcionando.  Palavra-chave: "sem gritar" , tom de voz firme, devagar e bem baixinho.

Com 1a e 5m:
Tá na fase de querer tudo nomesmoinstanteagora e se não for imediatamente quando ela quer começa a chorar.... Daí o que tô fazendo para ela ver que não pode ter tudo na hora que ela quer é falar para ela bem devagar e baixo a palavra “paciência”. Falo: “Julia... paciência! Mamãe vai fazer tal coisa”. E não é que funciona?  Ela pára (chega dar um passo para traz e cruzar os bracinhos ou pôs as mãos pra trás, ás vezes dá uns saltinhos mostrando inquietude, mas espera pois sabe que já já mamãe vai fazer o que ela tá pedindo), mas é legal porque ela passou a ver que as coisas não saem na hora que ela quer... que às vezes precisa esperar.
**E.t.: Palavra-chave: "Paciência", tom de voz grave, sério mas não bravo!

Descobri uma forma dela prestar atenção no que eu vou dizer. Falo assim: 
"olha pra mamae, deixa a mamãe explicar" ... daí ela pára e olha para mim.. e às vezes até entende o que eu digo... hehehehe. 


**E.t.: Palavra-chave: "olha pra mamãe", tom de voz normal, chegando a ser até carinhoso e se abaixando ao nível dela.
Ter descoberto essa forma dela parar para me ouvir foi e está sendo muito valioso pois aí ela realmente ouve o que eu estou falando e entende o que estou dizendo... quando comecei a chamar a atenção dela... mais lá na frente... rs... o "olha pra mamãe" foi essencial.


Com 1a e 6m:  
Tá com a mania de mandar todo mundo sair. Tudo é "sai". Acho que por causa do povo que fala "sai" pro Hector... 
Agora tô tentando tirar isso dela, ensinar que não é sai, é licensa que se fala (e sim... até para o Hector).
Quando ela fala sai, eu digo: "não é sai, é licensa" e aí ela repete "iquenca".
**E.t.: Palavra-chave: "Licensa", tom de voz normal mesmo.


Então... iquenca é como ela falava licensa... .. mas nessa época, não tava dando muito certo apenas falar o licensa pra ela.. mas na frente encontrei um método que funcionou... (aguarde cenas dos próximos capítulos hehehehe)

Anda sempre nos testando... faz as coisas que sabe que não pode, chega a olhar de rabo-de-olho para ter certeza que nós estamos vendo o que ela está fazendo.  Exatamente como dizem nos livros... nitidamente está nos testando para ver até onde vai nossa autoridade (ou nossa persistência)... 
Ontem, a gente tentou pôr a Julia de castigo (aquele castigo de 1min no cantinho da disciplina) por conta dela não querer de jeito nenhum parar de mexer na bendita bola de cristal do hack (mexia e olhava provocando o pai, nitidamente testando mesmo) aí ele tenteou colocá-la de castigo. 
A idéia era começarmos a adotar essa técnica, mas sinceramente, não me senti nada justa fazendo aquilo... não me pareceu que ela estivesse entendendo o motivo daquele castigo.. só a vi chorando aquele choro magoado como se dissesse "por que vc está me obrigando a ficar aqui tão longe de vc?". Huuum.. concordei não. De repente ela mais velha até funcione, mas nessa idade, não acredito que surta algum efeito não.
**E.t.: Éhhh... essa fasezinha é o ó! Foi aí que essas questões de educação começaaaaram a piscar na minha mente... 

Com 1a e 7m:



Ainda no esforço para acabar com o tal do "sai". Aí o iquenca evoluiu para itenta (licensa). 
Tô usando o "sai bubu" (ela pedindo para o ônibus sair da frente) todo dia na volta da escolinha para dizer: "não é sai: é licensa!". Aí ela repete "itenta bubu". O problema é que sempre que é para pedir licensa e ela fala sai para qualquer outra situação que não é o bubu, quando eu digo que não é sai, ela fala: "itenta bubu" rs...
**E.t.: Ah-ráaaa... isso funcionou... até hoje quando o trânsito pára, a gente pede licensa para os carros, para as titetas (bicicletas), motos, minhão (caminhões) e o quê mais estiver na frente. E aí, quando o que estiver na frente anda, a gente fala "obidaaada". 

Começando a ensinar as palavrinhas mágicas:
Bojia (bom dia) ... Obidada (obrigado)... , pupupa (desculpa)... mas claro que só quando mamãe fala para falar...
Bonota, papai (bem baixinho antes de dormir , com um beijinho de boa noite no papai)
**E.t.: Palavras-chave: "Bom dia", "Obrigada", "Desculpa", "Boa Noite"
Bem...uma hora tem que começar né? Eu, particularmente, vi que precisava começar quando ela começou a falar palavras de uma forma pelo menos um pouco entendível e quando eu percebi que ela começou a associar ações com palavras tipo: pedir para sentar e ela entender e sentar... Não sei se comecei cedo ou tarde, mas como não tinha nada referente a esse momento certo no manual (que manual mesmo heim?! quem tiver me passa aê!)... foi assim que eu fiz.. enfim. Tá funcionando... hoje ela fala bonitinho o "obidada" e etc (claro que nem sempre na frente de alguém né.. pra gente passar bem como mentirosa...hehehe)


 

E é muito legal ouvir as observações que todos fazem dela. Que é uma menina muito simpática, alegre, boazinha.... independente...(humpft! independente eu bem sei... independente para umas coisas e bebê-agarradinha para outras... rs)
Teve um amigo do Anderson que, num churrasco lá em casa, ao vê-la caindo várias vezes e se levantando na mesma hora, perguntou: “vem cá... essa menina não chora não?!”. RS...
Nesse sentido, a gente procura não fazer muito alarde quando ela cai, só vamos até ela quando vemos que machucou e incentivamos ela levantar e continuar o que estava fazendo.. assim ela cai e levanta e continua correndo e brincando.. tomara que essa seja uma lição para vida dela... cair e se levantar sempre sem perder muito tempo se lamentando.
**E.t.: é.. olha aí a tal preocupação de educar para a vida!!! rs..

Com 1a e 9m:
"vem cá conversar com a mamãe": nao funciona 100% das vezes mas tem funcionado bem principalmente fora de casa. comecei intuitivamente numa feirinha de artesanato que nós fomos e ela queria mexer no espantalho (aí eu abaixei, coloquei ela de frente pra mim - "olha pra mamae" e fazendo carinho no rostinho dela falei baixo e devagar que ela nao podia mexer e o porquê ....... ) e funcionou. Daí ele tentou de novo em outra barraca mexer num palhacinho e eu fiz de novo e milagrosamente funcionou novamente. E aí ela não fez mais... insinuava mexer, mas aí olhava pra mim e desistia.
**E.t.:Palavra-chave "Vem conversar com a mamãe", tom de voz baixo, sério, meio bravo, mas sempre com algum contato carinhoso como passar a mão no rostinho ou um carinho nas mãos dela e se abaixar no nível dela para facilitar o olho no olho também é muito importante.
Sim.. tem funcionado muito bem meeeesmo, hoje posso dizer que quase-quase 100% das vezes (e sem o tal do castigo). Na verdade o "olha pra mamãe" foi o início de tudo (como já comentei) pois consegui fazer com que ela prestasse atenção em mim desde cedo (e não era para brigar, então... ela não ficou "traumatizada" com a frase... rs). O "vem conversar com a mamãe" ela já entende que é para brigar, mas ela vem resignada (quase cola o rosto dela no meu - pois desde o "deixa mamae explicar " que olhar no olho é essencial =o "olha pra mamãe").
Acho muito importante também dizer o porquê da bronca (e hoje eu vejo que ela entende, tanto que se é para não fazer mais alguma coisa ou pedir desculpa a alguém, ela vai e faz) e depois dou um beijinho nela... e ela em mim. Isso sim eu adotei do método da Super Nanny, mas a parte do castigo eu passei!  Enquanto estiver funcionando assim... é assim que eu vou fazer.

Bom... é isso! Ufa heim?! Esse post foi um livro... aff!
Mas para finalizar queria dizer que claro que nenhuma dessas coisas funcionou assim de cara, na primeira tentativa (e também não dá para garantir todas as vezes)... Cada dia mais me convenço que educar é persistir... repetir, repetir, repetir sempre as mesmas atitudes e procurar não ser contraditória.
Percebo que a Pissuca, agora com 1 ano e 10 meses (quase 11...rs) percebe cada ação que vamos tomar com ela e a previsibilidade ajuda ela a aceitar melhor... e ela sabe direitinho quando nós estamos realmente bravos com ela.
Outra coisa que é essencial é a sintonia entre os pais... isso facilita demais! Nós dois partilhamos das mesmas convicções em relação a educação da Julia (pelo menos até agora... rs), então um sempre apóia e reforça o outro o que eu acho que acaba refletindo numa certa segurança para a Julia também.

Enfim... repito aqui: ôh troço complicado esse de educar heim?!

22 de setembro de 2010

Mamãe "all inclusive"


Sei que ando meio sumida... (desculpa aê quem me lê), estou envolvida no planejamento e preparativos do aniversário de 2 anos da Pissuca.
Primeiro ano eu fiz num buffet infantil, então não tive trabalho com nada (ou QUASE-nada); mas esse ano resolvi fazer em casa... estilo festa de antigamente... com mamãe botando a mão na massa em tudo (ou QUASE-tudo: na verdade, vou contratar um bufett a domicílio, mas que só vai cuidar dos comes e bebes e garçom e copeira. O planejamento, decoração e até alguma parte do cardápio vai ficar por minha conta mesmo). Mas esse é um tema para oooooutro post.

Bom.. já escrevi aqui sobre se reinventar a cada dia, pois é... então.... acho que evoluí no conceito... depois de quase 2 anos "na função", estou convencida de que quando a gente se torna mãe.... a gente vira "all inclusive".

Começamos como Mamãe-casinha (na gravidez); depois Mamãe-comidinha (nos primeiros meses) ...
E daí então a coisa só evolui...

Mamãe-fotógrafa (e scrapper... garantindo que sejam registradas todas as emoções, mesmo as mais singelas, da nossa rotina);

Mamãe- médica e enfermeira (nada de automedicação né, gente.. mas vamos combinar que na quarta vez com os mesmos sintomas, a gente já sabe diagnosticar virose, resfriado ou simplesmente os dentinhos apontando);

Mamãe-nutricionista (quando pára de amamentar... começa a saga do quê comer: o que solta, o que prende - tenho até uma tabelinha prende-solta-flatulentos pendurada na cozinha; o que é saudável; o que não pode...);

Mamãe-motorista (levar e buscar da escolinha... e de todo lugar);

Mamãe-estilista (ah, qual mãe que não se preocupa em combinar as roupinhas dos filhos heim, heim, heim?!);

Mamãe-psicóloga (de que outra forma se consegue lidar com ataques de birra e vontades????)

Mamãe-educadora (vixe... essa então é assunto que rende...);

Mamãe-produtora de eventos (começando pelo batizado e o 1º aniversário e o 2º aniversário e por aí vaaaaaai e vaaaaai, até que um dia ela vai me pedir uma viagem no lugar de uma festa e aí... Jesus... seguirei então pelo poço profundo da nostalgia sem fim... ai drama né? Mas é que amo muito de tudo isso!);

Mamãe-decoradora (primeiro do quartinho, depois do canto dos brinquedos....);

Mamãe-recreadora (canta, dança, pula, faz gestinhos - especialista em Galinha Pintadinha - aliás, saiu o volume 2 e eu já comprei e a Pissuca agora acorda pedinho: "Cocoicóoo mamãe... cocoicóoo" - ; Hi-5; Backyardigans ...);

Mamãe-colecionadora e arqueóloga (colecionadora de memórias: 1ª chupeta, 1ª roupinha, 1º rabisco e arqueóloga a procura dos guardados jurássicos da sua mãe e sogra para poder juntar com os guardados da sua filha... tá bom, tá bom... essa característica talvez não seja tão comum... eu é que sou psíca mesmo!!! rs..);

Mamãe-doceira e confeiteira (pois é... agora estou enveredando pelo doce mundo dos cupcakes - pra fazer pra festinha dela);


Agora cá entre nós... tem pacote mais completo?????


13 de setembro de 2010

No 10º mês: SER MÃE É ... finalmente começar a retomar o seu lugar no mundo ...


1 ano depois (Pissuca fez 1 ano e 10 meses)...
e...
- os engarrafamentos continuam me salvando (!!!) e mantendo minha leitura e aparência pessoal-profissional em dia....
- a saída de manhã está menos frenética... Pissuca já anda... o que facilita muuuuito as saídas de casa.
- aquela sensação de "esqueci alguma coisa" permanece... mas agora, além dos barulhinhos e chorinhos, ouço também todos os mamãaaaiêêês como se fossem dela (sim... Pissuca também já fala...)
- a lista de supermercado continua a mesma... (ainda com as fraldas... mas... já já elas serão abolidas... não é com 2 anos que começa o desfralde?)
- à minha bolsa (além de cardápio da creche, chupeta, chuquinha e chave philips) agora foram incorporados papéis com desenhos rabiscados (única forma de Pissuca ficar sossegada por alguns minutos num restaurante, por exemplo) e que, em algum momento, acabam sendo usados para alguma anotação de trabalho...


*** Texto registrado em 12/09/09 - Pissuca fazendo 10 meses *** Mamãe no 10º mês: finalmente começar a retomar o seu lugar no mundo mesmo com todo esse sentimento doido que é ser mãe

... Antes e depois de ser mãe ...

Quando se tem filho, parece que a gente para no tempo em função dele... E pára de ser a gente mesma para ser simples e somente mãe.

A gente pára de usar perfume porque pode dar alergia no bebê (ou ele pode não gostar do cheiro - olha que tragédia!)

Pára de usar brincos grandes porque ela pode puxar (e nos rasgar toda!)

Pára de usar relógio e anéis porque pode arranhar o bebê e etc etc etc.

Parei até de usar esmalte escuro porque não conseguia deixar minha unha de um jeito decente que desse para usar. Unha grande? Jamais... pecado mortal entre mães: é arranhão certo! RS..

Meus cílios não viam um rímel desde a bendita (ou maldita) maquiagem que fizeram na maternidade após o parto. Que aliás ficou horrorosa.. parecia uma palhaça (imagina só aquela cara redonda de inchada com os olhos quase não aparecendo e uma crosta de rímel pra arrematar, sem contar o lápis preto que eu prefiro nem comentar – vontade de jogar as fotos na lixeira). Qualquer maquiador decente teria tido uma síncope. Foram assassinadas todas as dicas de maquiagem que eu já li em revistas...

Bem... Difícil achar tempo pra cuidar da gente...

Demorou (já voltei a trabalhar a mais de 2 meses e já se vai quase 1 ano que ela nasceu), mas finalmente acho que estou mais segura e conseguindo voltar a ser eu (sem deixar de ser mãe, claro). Voltei a passar perfume, a usar meus brincos e anéis e relógio. E sabe de uma coisa: a Julia não teve alergia nenhuma; eu tive mesmo que ensinar a não puxar os brincos; e anéis e relógios não a arranharam... e as unhas... bom... essas arranharam sim algumas vezes... mas quer saber? Ela nem sentiu, nem chorou e nem ficou marca nenhuma (a prática na lida ajuda!). Será que tudo isso também faz parte de toda a neura de ser mãe?

Voltei a me maquiar pra trabalhar ... tá certo que no trânsito (no engarrafamento pois a saída de manhã, confesso, é frenética, pra não dizer caótica: arruma Julia-me arruma-pega bolsa- pega mochila da Julia-acha chaves-tranca portao etc – isso quando não tem que anotar na agenda que ela mamou às 5hs da manhã e por isso vai precisar entrar na primeira turminha das refeições e/ou pegar fralda, pomada, shampoo ou o que mais estiver precisando para reposição... ufa!), bom.. mas voltei... E a unha estou mantendo numa situação aceitável, lixando também durante os engarrafamentos (durante os engarrafamentos dá até pra dar uma lida num jornal ou revista.... vai saber se abomino ou se agradeço os engarrafamentos??!?!?!)

No entanto é tudo muito louco: sempre que estou sem ela e ouço algum bebê chorando ou simplesmente fazendo aqueles sonzinhos de bebê, sinto uma sensação estranha.... não sei se é saudade, se é preocupação se ela está bem, se também está chorando e eu não estou perto... A verdade é que sempre que saio sem ela fica aquela sensação de estar esquecendo de alguma coisa, que tá faltando alguma coisa (e sim... está!...esquecendo não (Deus me livre!)... mas faltando sim.. cadê minha Pissuca?!) Vai entender cabeça e sentimento de mãe... ô coisa mais maluca! A gente sente falta de não termos tempo só pra gente, mas sofremos se não estamos com eles.

No final a gente não deixa mesmo de ser mãe... se for olhar na minha bolsa (que antes só tinha o Palm, coisas de trabalho, pendrives etc...) vc vai encontrar, no mínimo, o cardápio da semana da creche, passando por chupeta e chuquinhas de cabelo até chave philips (chave de fendas? Siiim porque todos os brinquedos a pilha hoje em dia só dão pra trocar a pilha abrindo com chave philips – é a Era do INMetro)! RS.. 
E em casa, na hora do supermercado, junto às preocupações de não faltar papel higiênico e sabonete na lista... não esquecemos nunca de acrescentar as pilhas para os brinquedos e algodão de bolinha, que acabam mais rápido que a velocidade da luz. 
Ao acordar, não pode mais querer quebrar o despertador quando ele disparar cedo pois agora, o despertador é ela (e não ia ser legal quebrá-la todinha, né? rs). 
Os interesses mudam totalmente, nenhum dado econômico é mais importante do que a cotação da fralda e nenhuma crise política te atinge mais do que uma crise de cólica ou de choro. Enfim, é fato, a VIDA muda totalmente.

Quanto às unhas vermelhas.... bem... acho que aí já é querer demais né? Mas de vez em quando... (beeem de vez em quando = lê-se: algum evento de fim de semana) dá até pra colocar... já que unha-vermelha-descascada é o ó e na primeira troca de fraldas ou lavagem da mamadeira esse risco torna-se fato iminente. Bom... não dá pra ter tudo né? E toda mudança deixa mesmo algumas seqüelas.

*********************


Ahhhh ... e as unhas escuras... 1 ano depois... voltaram com tudo!

E...a vida muda sim (ôh!)... mas com o tempo tudo (tudo meeesmo) vai se encaixando...

* Editado de uma imagem de publicidade da pomada Bepantol

20 de agosto de 2010

Cuidado com o que cantam para seus filhos (!?!?!?!!?)

Recebi de uma amiga por email. Morri de rir e ainda me lembrei de mais uma das minhas "convicções de mãe antes de mãe" que furou!

Existe até um movimento aí contra essas musiquinhas "politicamente incorretas" tipo sobre atirar o pau no gato, Cuca que te pega e tudo o mais...
Eu, antes da Julia nascer, dizia que jamais ia cantar essas músicas (até porque eu me pelava de medo dessa Cuca) e a que eu mais odiava era a do "boi da cara preta", vê se isso pode ser canção de ninar??? Capaz é da criança nunca mais dormir... passar é a noite toda acordada em pânico! Já até avisava para minha mãe não ficar cantando esse troço para ela... rs..
Resultado... a primeira musiquinha que D. Pissuca aprendeu na creche foi esse tal boi da cara preta.... e não se cansa de cantar para ninar todas as suas filhinhas (com direito a tapinha no bumbum e tudo) e ainda pede para eu cantar para ela.. rs...
E eu?!?!?! Claro que canto né? E quer saber?!...é a coisa mais fofa do mundo ela cantando "booooi booooi booooi" ... rs...
Ai ai...

CONVERSA ENTRE DUAS CRIANÇAS DO SÉCULO XXI!!!

 - E aí, véio?

 - Beleza, cara?

 - Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

 - Quer conversar sobre isso?

 - É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

 
- Como assim?

 - Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar?  Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

 - Nunca.


 - Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

 - Como assim, véio?

 - Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão
de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

 - Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

 - Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

 - Tipo o quê?

 - Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

 
- Caramba! Mas por que ela fez isso?

 - Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

 
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

 - E sabe a Francisca ali da esquina?

 - A Dona Chica? Sei sim.

 - Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

 - Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

 - Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe mesmo... Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

 - Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.


 - Mas é ruim saber que o casamento deles não está dando certo... Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de
'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele passar desfilando e tal.

 - Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

 - É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo, ela disse que a vizinha cria perereca na gaiola... já viu...essa rua só tem doido...
 - Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
 - Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

kikikikiki (!!!!!)


12 de agosto de 2010

Promessa x Sorteios

Bem... estou pagando uma promessa de ficar 1 ano sem comprar 1 folhinha sequer de scrap (e sem comer chocolate... podem acreditar!)... ai ai.... promessa difíiiiiicil... mas o pedido alcançado vale o sacrifício...
Então.. só me resta participar de sorteios nos blogs... (apesar que não ganho nem rifa de colégio, mas se eu não participar aí que não tem como ganhar mesmo né não?!)
E estou participando desse aqui ó:

Sorteio na Pedaços!!!!
Quem gosta de scrap.. passa lá!


***************

E.t: Atualizando... Claro que não ganhei, né?! 

3 de agosto de 2010

No 20º mês (ED. EXTRA): SER MÃE É ...estar na fase Mãe-Educadora divagando..


**** Texto registrado em 15/07/10 - Pissuca com 1 ano e 8 meses ***
Mamãe no 20º mês (ED. EXTRA): SER MAE É ... estar na Fase Mãe-Educadora divagando...

É... já há um tempo estou entrando (aos poucos, lenta e dolorosamente) numa fase "Mãe Educadora", mais especificamente quando ela começou aquela fasezinha de pedir tudo gritando (1 ano e 4 meses); mas agora (1 ano e 8 meses), com essa atual fase - que dizem ser loooonga - de birras e vontades, mantendo -claro!- a gritaria (sem contar que ela tá espoleta no último grau - danada demais), o que era apenas cuidado de mãe, uma preocupaçãozinha lá looonge, tem em alguns momentos beirado a angústia.

A verdade é que antes eu não tinha essa necessidade porque parecia que nós éramos uma coisa só... conforme ela foi se tornando pra mim uma pessoinha separada, comecei a sentir essa necessidade e a pensar nela como indivíduo mesmo, que precisa ser educada para conviver em sociedade e mais até, que (em tempos de eco-preocupações e sustentabilidade) precisa se tornar um indivíduo que faça diferença no mundo.
Conforme as atitudes dela foram surgindo, eu fui tomando ações que até têm funcionado (claro que nunca 100% das vezes) com relação ao bom comportamento dela e, confesso, por pura intuição [E.t.: em seguida, posto estas ações como Bizus], mas em certos momentos é mais do que isso. Aí vem o peso da palavra Educar, que eu até então não tinha colocado na balança. Sim.. ô palavrinha que pesa! Educá-la para si e para o mundo... principal ofício dos pais, essa que é a verdade! E sem jamais deixar de lado o amor e o carinho que têm que ser as bases para essa educação. Putz... difícil??!!! Se difícil eu não sei, mas minha cabecinha "vazia" de mãe tá é cheiiiinha de dúvidas!

Tudo pode até começar com a aquela educação báaasica de ensinar as "palavrinhas mágicas", passando por fazer-se obedecer (ave... meda! qual mãe não tem pânico da famosa cena da birra no shopping?) e culmina, na minha opinião, em algo muito maior... em ensinar a respeitar (como a musiquinha do Doc do Discovery Kids: "respeitar a si mesmo, respeitar os demais, respeitar a natureza, aprender a respeitar...").. rs..
Mas, ao lado dessa intenção-mor (ou até antes, vamos combinar) vem o dia a dia... e mil questões têm me angustiado.

Como brigar? De que forma brigar? Será que ela entende (a bichinha não tem nem 2 aninhos, mal sabe falar)? Quando começar a dar castigos (sim, porque bater nem pensar né gente)? Ou será que "um tapinha bem dado na hora certa pode ser muito eficiente"? Ouvi essa frase de uma pessoa mais velha e que hoje está aí com os filhos criados e muito bem criados e sim... fazendo a diferença no mundo. E (em épocas de Super Nanny) castigo realmente funciona? Tô eu caçando livros e livros sobre o tema (atualmente estou lendo: "Claro que eu amo você... mas vá já para o seu quarto". [E.t. Comecei a ler agora e não tenho ainda muita opinião a dar sobre o livro... quando tiver, posto aqui).]

Quanto à intenção-mor, a dúvida é: como se ensina a respeitar (no sentido amplo)? Eu acredito firmemente que a educação acaba vindo do exemplo... daí veja só o tamanho da responsabilidade... somos nós os exemplos dos nossos filhos! A verdade é que desde que a Julia nasceu, tenho me preocupado muito mais com as minhas atitudes na vida (e as consequências delas) e a única garantia que tenho nesse sentido é rezar para estar indo pelos caminhos certos para que minha filha possa seguir-me pelos melhores caminhos... pelo menos até que ela possa escolher seus próprios caminhos a seguir (mas esse já é outro estágio.. melhor pensar nessa fase mais tarde... e rezar para que a educação que estamos dando a ela lhe sirva de base firme para que também faça escolhas certas).

Ave.. chega de divagações... (por enquanto....rs)

Por fim... queria deixar aqui uma frase que recebi num email outro dia e que, para mim, faz sim absolutamente todo sentido:

Para refletirmos:
" Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos ... quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

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