6 de setembro de 2011

Scrapbooking. Off-topic????

Não sei o quanto o Scrapbooking é conhecido por aqui... eu mesma só o descobri depois que Pissuca nasceu por isso acho que vale a pena falar dele por aqui e parar de considerá-lo off-topic (embora já tenha tocado sim no assunto em algumas ocasiões por aqui).

Vou tentar tirá-lo da categoria nada-haver-pra-um-blog-sobre-maternidade explicando o porquê comecei a fazer scrap.
Descobri por acaso em minhas naveganças pela net e logo o percebi como um hobby que poderia me desestressar dessa vida inicial de mãe atolada e com os hormônios borbulhantes. Algo que me fizesse parar o tempo e os pensamentos.
Mas não demorou nada para eu perceber que era muito mais... muito mais que apenas um hobby...
A definição de Scrapbooking é:  a arte de criar álbums de memória com o uso de fotos, papéis decorativos, etiquetas, entre outros itens. (Glossario de Termos Usados em Scrapbooking)

Então... taí A PALAVRA. Memórias! Qual mãe não quer eternizar cada momentinho, cada palavrinha bonitinha, cada carinha dos filhos? Pois é...
Eu não sou diferente. E como costumo dizer: "quando nasce um filho... nasce também uma mãe... fotógrafa!", daí pra cair no Scrap, amigas, é um pulo.

Se você tem filhos e tira trocentas fotos por minuto de todos as situações e até mesmo em situação nenhuma... então... você é uma seríssima candidata a se apaixonar pelo Scrap. Se você sempre gostou de agendas... de registrar todos os momentos e ainda colar os papéis de bombons para guardar de recordação... então... você já é scrapper, só não sabe ainda.

O bom do Scrap é que você pode fazer um álbum cheio de memórias... não somente fotos... mas memórias... o segredo de uma página de scrap e que a torna eterna é o que você escreve sobre aquele momento (por isso a importância do journalling); e a possibilidade de você "decorar" a página da foto de diversas formas também enraíza ali as emoções daquele momento.

Eu, particularmente, gosto de fazer páginas das situações mais comuns... aquelas do dia a dia, aqueles momentos que gostaríamos de congelar e que, normalmente não é um daqueles momentos que se diz (ou que dê tempo para dizer): "vamos tirar uma foto".
Tento colocar nessas memórias tudo de maravilhoso que Pissuca trouxe para minha vida (meu raio de luz, a luz da minha vida).

É por isso que faço Scrap.. para eternizar as mais belas memórias... e não somente pra mim... mas também para os filhos, para os netos... quem sabe bisnetos e tataranetos?
Tem até uma frase sobre Scrapbooking que diz assim: "Felizes são os filhos das Scrappers por que eles herdarão os Scrapbooks"
Ah... e de quebra... se você, como eu, também ama fazer festas em casa, tipo as de antigamente.... posso dizer que o scrapbooking também pode ser uma excelente opção... rs..

Enfim... 
... se você tem filhos e adora registrar seus momentos indo muito além das fotos;
... se você gosta de artesanato e quer achar um hobby para desopilar dessa vida estressante de mãe/profissional/esposa/filha;
... se você quer alguns momentos para esquecer do mundo...
Se joga no Scrap. Eu recomendo!




Para quem quer saber um pouco mais sobre o assunto... existem diversos blogs de scrappers na net, mas para não ser injusta em divulgar aqui os que mais gosto esquecendo de outros tantos tão bons quanto... estou divulgando esse aqui, que fala tudo sobre scrapbooking e onde participam as melhores scrappers de que tenho notícia. 

http://www.scrapbookbrasil.com/


E a partir de agora... devidamente justificado ... o mundo do scrap está formalmente incluído como tema desse meu modesto blog maternístico sob a tag "SCRAPando".

1 de setembro de 2011

Livro que super recomendo!

Estreando mais uma tag de utilidade materno-social (Biblioteca de Mãe). Vou tentar sempre colocar aqui algumas resenhas de livros que leio e que me ajudam a entender melhor essa tal de maternidade.
Começo de agora tá... o que já li não vai rolar... depois faço um post apenas com a indicação de alguns já lidos, mas sem resenha.

Sim.. o post é longo.
Mas não.. não é a transcrição do livro...
Estão aqui apenas as situações (com links para algumas) que se aproximaram mais das minhas experiências e dúvidas (... e experiências e dúvidas são que nem orelhas né? Cada um tem as suas), mas tem diversos outros assuntos que, com certeza, valem a pena conhecer. Então... recomendo fortemente....

Em azul ... trechos do livro
Em negrito... frases para registrar
E em preto ... minhas observações pessoais-particulares.



Então... o livro trata principalmente da faixa etária entre 1 ano a 2/3 anos mais ou menos (referidas como criancinhas ou crianças pequenas).
“Os anos terríveis”...


As crianças pequenas são construídas conforme um projeto que é perfeito em cada detalhe, exceto por um pequeno defeito: elas possuem atividade de um aeroporto internacional, porém a torre de controle não funciona.


Não permita que os outros façam você se sentir cheia de culpa: acredite em mim, até a criança de 2 anos mais egoísta e mais agressiva vai se transformar num adulto educado e encantador


(Durante os 1ºs quatro anos de vida) o objetivo é livrá-las de problemas, saber usufruir da magia que elas trazem com novas experiências, e introduzir atitudes adultas quando seu cérebro de criança estiver pronto.


“os anos terríveis” .... ao terrível período que vai de 1 ano e meio a 2 anos e meio de idade” período que alia um mínimo de juízo com o máximo de mobilidade. (É exatamente aí onde me encontro... ic!)

Sobre "Confiança":

(Considera-se normal dentre as crianças de 2 anos de idade) que 95% sejam teimosas e que 100% sejam ativas e não parem quietas (100% minha gente, 100%... ufa!)

Livros cheios de idéias absurdas e sem nenhuma praticidade, que estabelecem padrões inatingíveis, só fazem criar medos e sentimentos de inadequação nos pais.

Devemos ter a confiança de agir por nós mesmos e não permitir uma espécie de lavagem cerebral por aqueles que agem diferentes de nós.

Alguns profissionais conseguem fazer com que os pais se sintam inteiramente inadequados. (Verdade viu?! Experiência própria!)


Crianças que dormem nos braços da mãe terão dificuldade de continuar dormindo se acordarem no meio da noite sozinhas na cama. MENTIRA. 
Se você gosta de acariciar seu bebê até ele dormir, e se seu bebê gosta de ser acariciado até dormir, então esta é uma pequena porção da magia a que vocês dois têm direito. Cara... tudo tudo TUDOOOO que eu precisava ouvir (e essa parte em negrito, especificamente, não fui eu que coloquei não... estava em negrito mesmo no livro)



Sobre "Comportamento":
Frustração: como pais, devemos aceitar o fato de que uma certa quantidade de birra e de choro é devida à frustração e, não apenas a um mau comportamento. A criança está tentando lidar com as limitações e nesse momento, é de carinho e encorajamento que precisa, em vez de punição.

Quando houver mudanças e alterações (como visitas em casa, p. ex), espere um pouco de mau comportamento, porém procure trabalhar a causa da tensão em vez de tentar combatê-lo com disciplina punitiva.

Muitas criancinhas
  • tem medos: cachorro, barulhos estridentes, situações novas, objetos estranhos e gente podem causar aflição e angústia em metade das cirianças dessa idade
  • apresentam uma enorme quantidade de hábitos irritantes (isto sem dúvida não é um problema somente das crianças)
  • têm um comportamento flutuante dia a dia e semana a semana. Os adultos também têm dias bons e maus e , no entanto, não botamos a culpa disto no nascimento dos dentes.

Sobre "Disciplina":

Os pais devem ter expectativas sensatas sobre as crianças pequenas. Nenhuma criança de 2 anos de idade vai pensar ou se comportar como um adulto.



Tornando a vida mais fácil:


  • tente manter a calma
  • não discuta, aceite o inevitável e, uma vez terminado o incidente, esqueça
  • ambos os pais devem manter uma disciplina consistentes
  • dê a seu filhinho estrutura, rotina e limites claros
  • tenha expectativas realísticas quanto ao comportamento dele e evite aquelas artimanhas que desencadeiam maus comportamentos
  • evite batalhas que não podem ser vencidas
  • quando tudo isso falhar, saia de casa.

Sobre "As Artimanhas":

Conheça as armadilhas: há certas coisas que são garantia para deixá-lo elétrico como por exemplo, ir ao supermercado. Portanto, se você conhece as situações que desencadeiam maus comportamentos nele, evite-as, enquanto ele é pequeno. (O exemplo do supermercado foi do livro mesmo viu? E lá na frente tem até um item específico sobre isso... Confesso que fico feliz, embora tenha sido muito criticada por isso, ao ler que tenho tomado a atitude principalmente quanto a  esse item... rs....)
Ignore o que não é importante: o que interessa é concentrar-se nos 20% que realmente importam e ignorar os 80% que são irrelevantes (Princípio do Pareto para crianças... kkkk.... ótimo!). Quando você estiver optando por ignorar determinados comportamentos que não lhe agradam, deve fazê-los de modo firme mas calmo, cortando toda espécie de atenção e não se importando com o que estiver acontecendo.

Encoraje o que é bom e desencoraje o que é mau: qualquer comportamento reforçado por recompensas tenderá a ser repetir, e qualquer comportamento que não for notado, encorajado e reforçado provavelmente desaparecerá.

Bom comportamento deve ser recompensado imediatamente. Lembrando que recompensa nem sempre é material... carinhos, elogios e reforços positivos são muito bem vindos e sempre funcionaram muito bem com minha Pissuca, muitas vezes até mais do que um presente. Da mesma forma o reforço negativo também funciona... quer ver Pissuca realmente tocada, é dizer a ela que estamos "muito tristes" com algo que ela tenha feito. Muitas vezes chega a chorar falando: "não mamãe, desculpa, fica feliz!" (corta sim o coração... mas é um mal necessário)


Recompensa: bônus imediato e não anunciado, depois que um bom comportamento aparece.

Suborno: espécie de chantagem em que se diz a uma criança que ela só poderá ter algo depois que cumpri determinada tarefa.

Se um pouco do velho suborno atinge o efeito desejado, use-o.

Eu sempre tomei muuuuito cuidado com essa diferença. Sempre tive medo de transformá-la numa mercenariazinha... #alívio ao saber que não era mais uma paranóia de mãe.


Sobre chiqueirinho.... adorei essa: alguns pais, porém, dizem que o chiqueirinho era para seu próprio uso: eles colocam uma cadeira confortável lá dentro, sentam-se e lêem um bom livro, enquanto a criança corre pela casa.



Sobre "Acessos de Raiva":

Se uma criança fica frustrada por causa da própria inabilidade, ela logo usa o acesso de raiva. Se isso acontecer, não é de castigo que ela precisa, mas de uma mão amiga e de conforto .

Sobre atuação especial no Supermercado:

Não importa o que você faça, metade das pessoas que observam vai achar que você está agindo errado.

Se as compras e seu filhinho não se dão bem, use as avós, um vizinho ou uma ajuda ocasional para que você faça compras livre de acessos de raiva.
Origada por dizer isso! (Perceberam que rola um certo trauma desse negócio de ir ao supermercado para a mãe aqui né?)

Sobre uso do banheiro:

Não tenha pressa, não brigue, relaxe. Sobre esse item específico relato aqui, aqui, aqui e rapidamente aqui, sobre minha experiência até então.
Uma criança deve ser capaz de manter as fraldas secas a noite, antes que se espere que a cama fique seca.


Sobre "Dormir só":

O Método de Choro Controlado consiste em deixar a criança chorar por um pequeno período de tempo, em seguida dar um pouco de atenção mas não muito, deixando-a chorar um pouco mais a cada vez, sempre oferecendo atenção incompleta, gradualmente deixando que o tempo de choro aumente. Assim a criança vai começar a pensar: eu sei que ela me ama, sei que ela vem sempre me atender, mas não vale a pena tanto esforço. Confesso que esse negócio de deixar chorando, seja pelo tempo que for, não me agrada não... Falei sobre isso aqui e estou cá tentando um método particular que talvez dê certo... se der... conto depois.


Sobre "Não querer ir dormir":

.... um período de desligamento antes de dormir. Dê um banho, converse, acaricie e leia uma história tranquila. Todo livro, artigo e etc recomenda o tal do banho antes de dormir. Tenho que dizer que comigo não funcionou (anti-bizu total!). Ao invés dela relaxar, ela despertava... sempre foi assim... parecia que eu tinha dado carga na tomada. O que sempre funcionou bem foi a parte do acariciar... era o momento "vamos desacelerar" que aí ela sabe que precisa acalmar... fica um pouquinho no meu colo e daí pra cama... um pulo.

Sobre "Alimentação":

Nunca permita que a hora da refeição se transforme numa batalha. Para desespero de avós e cia... comigo é assim: não quer, não come! Simples assim.... Nunca forcei e não tive até agora nenhum problema com isso.
Dentro do razoável, experimente dar a elas o que querem, onde querem e quando estiverem com fome. Vão ter de adquirir os hábitos dos adultos mais cedo ou mais tarde mas no começo é importante que elas aprendam a gostar do processo de alimentação.


Sobre "Mal comportamentos":

AS mordidas: se a mordida acontecer, ignore o mordedor e dê os melhores brinquedos e toda a atenão para a parte atacada. Poutz... Se eu tivesse lido isso antes... Eu só tentava não dar muito crédido ao ocorrido... tipo evitar a platéia, sabe como é? Mas essa técnica aqui ainda ajudaria a ficar bem com o mordido  em questão  (mais especificamente com a mãe do pequeno agredido) o que teria me livrado de alguns constrangimentos sociais..  Essa época das mordidas já passou, mas acho que vou utilizar essa técnica para os casos do "é meu" que é o que tá pegando ultimamente. 
Não se desespere: lembre-se de que esse é um hábito dos primeiros 2 anos e meio, e pode ter certeza de que ele não vai sair por aí mordendo os outros quando for adulto. 2 anos e meio? Tá certo que Pissuca não era de morder muito... mas antes dos 2 anos ela já tinha perdido esse hábito. Acho que rolou uma certa margem de segurança aqui...


Com crianças pequenas basta distraí-las e manter suas mãozinhas e mentes bem ocupadas.

Se distração não funcionar, melhor ignorar
Quando não for mais possível ignorar a irritação, é hora de utilizar a técnica de mudar de ambiente. Ah... isso eu fiz muito e ainda faço... Tiro ela do palco... assim fica mais fácil prestar atenção no que estou dizendo e evito os os olhares reprovadores contra essa mãe-má-que-dá-bronca.


Mesmo a criança mais doce pode desenvolver hábitos desagradáveis. A maioria dos problemas é inocente e vai passar com a maturidade. Enquanto você espera que isso aconteça:  Concentre-se na luz no fim do túnel e caminhe calmamente naquela direção.
Éh.... Mesmo que o túnel lhe pareça com a extensão de uns 20 anos de distância... 
Esse lance de educação é um troço que me tira o sono (algumas angústias descritas aqui... e alguns bizus (meio desatualizados, mas prometo atualizar quando der) aqui ...)

Chupetas: Muitos pais decididos a não permitir o uso desses objetos calmantes ("Táqui" Euzinha) acabam recuando quando confrontados com uma criança que se mostra extremamente irritada e difícil.
Se a chupeta pode ajudar nesses casos, então, ótimo! Sim... Ajuda sim... e muito!

Elas não causam nenhum mal. 

Na hora certa, preferencialmente antes dos 2 anos e meio, tire as chupetas . É.. preciso começar a pensar nisso urgente.

Depois dos 3 anos e meio, a criança pode ser convencida com mais facilidade a largar a chupeta. As vezes após muita barganha. Ah tá.... Nada que um carro 0Km não compre!


Não se engane: você nunca poderá esconder dos filhos a tensão e a infelicidade do ambiente.


Para nós, especialistas, está muito claro que não é o número de horas passadas em casa que faz a diferença, mas:

  • (...dentre outras também importantes)

  • o bem-estar emocional da mãe;
    Sim amigas .... eu, pelo menos, demorei para entender isso.

Avó e avô fazem parte das riquezas naturais que são consideradas as mais valiosas e as menos utilizadas para cuidar de crianças. Tá bom... concordo absolutamente com a parte das riquezas naturais... mas... permita-me advertir: usar com parcimônia (pelo menos no meu caso).

Pais que trabalham fora (Euzinha aqui de novo) e casa bonita não são uma combinação compatível. Limpeza, higiene e relativa exigencia são desejáveis, mas não devem se transformar em obsessão. É dificil comunicar com uma criança enquanto o aspirador de pó funciona, assim como e impossível uma boa brincadeira divertida pela casa, quando os pais são fanáticos por arrumação, e não permitem que se tire nem uma almofada do lugar. Agora aqui podem me excluir da conversa. Não não não.. prefiro muito mais uma bagunça divertida do que uma organização entediosa.

Espera-se que a mãe que trabalha fora tenha dois empregos de tempo integral, embora receba pagamento ou agradecimentos por apenas um deles.
Essa frase aqui talvez merecesse, além do negrito, um CAPSLOCK.

Uma dica legal: os comprimidos descem pela garganta com maior facilidade quando colocados num pouquinho de sorvete. Pissuca não dá trabalho para tomar remédio de jeito nenhum... graças a Deus... mas ainda não precisei dar comprimidos, quando a hora chegar ... já sei como minimizar os traumas... rs.

************************
É isso! Até a próxima resenha... No momento estou lendo: "Claro que eu te amo, mas vá para o seu quarto"... aguardem (mas pode demorar!) rs...


22 de agosto de 2011

São João... São João...


... acende a fogueira 
do meu coração !!!

Vestidinho que já tinha              ----> 0,00
Chapéuzinho azul pra combinar ----> 3,50
     Bombachinha branca             ----> 12,00
Fitas em vários tons de azul que já tinha (para customizar o vestidinho) ----> 0,00
....
Ter a caipira mais linda da escola gastando quase nada .... -----> #NÃOTEMPREÇO!



O post está um pouco atrasado, mas achei que valia a pena postar para registrar esse meu momento "mãe-sustentável", que, aliás, tem se repetido em diversos eventos ultimamente... 

----------------------------------
E aproveitando para completar o momento baba-de-mãe... mais do São João 2011 (evitando postar 1 ano depois como foi com o de 2010...hehehe)

Festinha adiada por conta de chuva... Vestidinho comum também customizado...


Assistindo a quadrilha!!!


9 de agosto de 2011

Carregando o filhote


Então... cá estou eu viajando a trabalho de novo! (Não vou nem pedir desculpas por ter me ausentado do blog esses tempos... fica subentendido, ok? )

… E pensando... (sim... porque mãe nunca para de caraminholar né?).
O cabelo em fase de embraquecimento dessa vez responde pela pergunta: até quando vou conseguir carregar Pissuca no lombo para minhas viagens a trabalho?

Daqui a pouco a escolinha vai virar escola de verdade e esse negócio dela ficar uma, duas semanas fora acho que não vai ser muito bom didaticamente falando... E aí estarei eu vivendo novamente o dilema trabalho x filhos (do qual já falei aqui...) como quando tive que voltar a trabalhar e deixá-la na creche, ou quando tive que viajar a primeira vez a trabalho para outra cidade que não Brasília (onde ela tem vovó pra ficar com ela).

Tenho tido sorte pois a maioria das minhas viagens a trabalho são para a Sede (que fica em Brasília), mas sei que em algum momento vou precisar (e não vou poder negar) ir para outra localidade e aí??? !!!! E mesmo pra Sede... quando ela não puder mais ficar faltando as aulas... e aí???? e aí???

Tenho certeza que muitas mães não tem muitos problemas com relação a isso pois têm suporte onde moram (ou casa de avós ou mesmo babás) e conseguem até dar aquelas escapolidelas com o husband sem dor na consciência... #inveja.
Infelizmente não faço parte deste grupo de felizardas... não digo nem babás porque, sinceramente e muito particularmente (embora não tenha mesmo uma) não teria coragem de viajar e deixar minha Pissuca em casa apenas com uma babá, mas se tivesse minha mãe morando na mesma cidade tudo seria bem mais fácil.... ou não... porque no caso das escapolidelas (reconhecidamente saudáveis ao casamento), confesso que um fim de semana lá vai... mas… viajar mais de 2 dias pra curtir sem ela... não sei se teria graça não!

Enfim... mas a questão aqui nem são viagens a lazer... o problema são as viagens a trabalho.. aquelas que você não tem como fugir e nem escolher (sem causar algum prejuízo a nível profissional).

E finalmente a resposta que eu não quero ter que dar, mas que me parece (muitíssimo a contra-gosto) a mais correta é: “querida, você precisa começar a se ausentar da convivência de sua filha”. Eu sei … eu sei...
Reconheço que posso ser uma mãe um pouco super protetora nesse aspecto de querer estar sempre com ela, conduzindo-a e tal... mas na verdade acho que isso vem da minha personalidade meio muito perfeccionista e controladora, que precisa estar sempre com tudo dominado, tudo sob total e absoluto controle #fail. Pronto: já tenho assunto pra próxima sessão de terapia.

Na verdade escrevendo esse post já até encontrei alguns caminhos (quando digo que isso aqui é melhor que terapia...). Daqui até ela não poder mais viajar comigo por causa das aulas, ela já estará maiorzinha, mais independente e poderá até ficar sozinha com o pai sem maiores problemas (oi?)... e se até lá surgir alguma viagem para outra localidade que não a Sede, aí... mas só aí... eu vejo o que faço. Ótima solução não acham? Nesse meio tempo vou tentando dar umas fugidinhas de uma noite ou outra... e vendo como ficam as coisas... Que tal a estratégia?

Agora... nesse momento... vamos fazendo o que dá pra fazer e o que tá dando pra fazer está sendo muito bom pra ela, obrigada (ela adora viajar... se diverte horrores).
E então estamos cá muito felizes... eu aqui trabalhando todo o dia e ela pererecando o dia todo... (pelo menos por enquanto....)


17 de julho de 2011

O desfralde, o "descolo" e meu amigo do peito

Ok... ok... sumi.... foi mal!
Fiquei um bom tempo de molho, totalmente offline e entregue ao repouso recomendado, o que me causou uma overdose de Discovery Home and Health.... o dia todo, todos os dias, já que a cama era minha única companhia...

Agora voltando, aos poucos, a ativa vi que estava devendo alguns posicionamentos por aqui... 

O primeiro é quanto ao tal do desfralde...
Este continua indo muito bem, obrigada, sem maiores stresses... durante o dia ela já fica sem fralda total e já até saí da neura de perguntá-la de 2 em 2 segundos se ela quer ir ao banheiro pois ela já consegue sentir o xixi vindo e pedir; e já consegue até segurar um pouquinho, o que, claro não é opção, mas não deixa de nos dar uma certa tranquilidade.
Só recorro a dita fralda quando vamos a algum lugar onde sei que não terá banheiros (ou banheiros decentes) para levá-la e nesses casos ela sempre pergunta antes: "mamãe tô de frada? posso fazer xixi?"
Tentei começar a tirar a fralda da soneca da tarde, mas o inverno chegou e ela acabava acordando molhada... nesse frio... (que aliás minha gente... não sei por aí... mas aqui no Rio resolveram deixar a porta do freezer aberta... aff). Diante disso, decidi: não rola! Melhor recomeçar no verão e evitar uma pneumonia...
Só depois de tirar da soneca da tarde é que vou partir para tirar a noturna... então ainda temos alguns meses desse processo pela frente.

O outro é com relação à minha última angústia da separação (sim.. mãe tem isso sim... arrisco dizer que até maior que a dos filhos): o "descolo". Como tirar ela do colo na hora de ir dormir...
Então... como disse, iniciando o assunto aqui, li sobre técnicas, objeto transicional, simpatias, promessas... mas no fim... acabou que segui (como sempre tenho feito) meu amigo do peito e ele novamente não tem me decepcionado.
Confesso que sobre o objeto transicional meio que me incomodou um pouco... a sensação de ser "trocada" pelo George O Curioso (personagem a quem ela anda totalmente apegada ultimamente) não me deixou muito confortada não. A tal da técnica da SuperNanny de virar as costas e deixar a bichinha se esgoelar até dormir também não me atraiu absolutamente nem um pouquinho. Tá bom... simpatias e promessas ficam por conta do meu habitual exagero, ok? Não foi necessário chegar a tanto...
Daí fui eu conversar com meu amigo do peito e ele falou: vai com calma vai! Tipo... deita do lado dela, e começa segurando a sua mão até ela dormir... depois fica do lado dela sem dar a mão e assim vai indo aos poucos... Qual a necessidade da radicalidade? Não será bom pra ela e certamente não será para você também.
Bem... segui mais esse conselho desse meu amigo sábio e está tudo correndo muito bem.... Coloquei a poltrona de amamentação do lado da caminha dela e fico segurando sua mão até ela dormir. Na verdade apenas as 2 primeiras vezes ela chorou mas quando viu que não seria simplesmente abandonada compreendeu o esquema. E algumas vezes já até dormiu sem segurar minha mão.
Às vezes ela escolhe um brinquedinho e leva para dormir com ela. Incentivei isso sim... mas sem que fosse um brinquedo específico sem o qual ela não conseguiria dormir jamais. Na minha visão seria somente transferir a dependência e ... cá entre nós... se é pra ficar dependente.. que seja da mamãe aqui e não de um boneco.
Enfim... tem funcionado bem, sem traumas para ambas as partes...

E alguém pode estar se perguntando agora quem é esse amigo de tanta sabedoria, a quem recorro sempre nessa jornada louca de ser mãe e que quase-sempre acerta na mosca.
Pois eu digo... e digo mais ... digo que toda mãe tem esse amigo... basta só dar-lhe ouvidos...

É só o meu coração.... meu coração de mãe!



22 de junho de 2011

Vai separando o milho pra canjica!!!

Caipira versão 2010
O post está 1 ano atrasado... mas é pra já ir entrando no clima...





Apenas mais um momento "baba de mamãe!"

3 de junho de 2011

Deixar de dormir no colo #comofaz?

Bem... esse é um post angustiado... e é longo.. pois longa é a angústia.
E, indo diretamente ao assunto, a questão é que Pissuca está com 2 anos e 6 meses e ainda dorme no meu colo... (sinto agora as apedrejadas...ai!..ui!..)

Minha culpa, sei... mas o fato é que agora estou eu às voltas em pensar numa forma de fazê-la dormir sozinha na cama sem que seja um processo sofrido demais para ela e... confesso... pra mim também (ouço agora as vozes: "será mais doído para você do que para ela" #frasepadrao).

Sim, pois a verdade é que a hora de dormir sempre foi a mais prazerosa para mim... sempre foi o nosso momento, o só-nosso momento.... começou com a amamentação e continuou como uma extensão dela, quando ela passou a não mais mamar nos meus peitões. O momento da entrega... do toque gostoso... dos olhares cúmplices... dos carinhos mútuos. A hora de praticar todo o nosso repertório íntimo: de beijos (beijo de borboletinha, beijo babado, beijo de pica-pau, beijo de mamãe, chuva de beijo...); de sinais (fazemos o desenho de um coração no ar com os dedos e colocamos a mão no coração uma da outra dizendo aaaamo vocêeeee; abrimos bem os braços e dizemso: amo você um tantão assim...) e etc... Tenho milhões de registros das sensações maravilhosas sentidas nesses momentos e não é a toa que tenho trocentas fotos dela dormindo. Tô sim com meda! de perder tudo isso #prontofalei. Vai entrar para a minha lista das Grande Separações (comentei algumas aqui e aqui, mas um dia faço um post só sobre essa minha listinha).
Claro que nem sempre foram flores... teve sim as noites de stress (os tais picos de crescimento/desenvolvimento) que ela demorava para dormir ou acordava várias vezes a noite.... mas esses momentos eram totalmente ínfimos em vista de tantas outras noites tão cheias de ternura.

Racionalmente pensando, sei que ela não vai ficar dormindo no meu colo até os 18 anos de idade e com certeza o quanto antes esse processo acontecer, menos sofrido será.

Todas as transições Pissuca-bebê / Pissuca-menininhapequena foram bem tranquilas, embora algumas foram sim para mim aquelas grandes-separações:
- carrinho no quarto de mamãe e papai / bercinho sozinha no seu quarto;
- peitões / algumas mamadeiras;
- nada de peitões / só mamadeiras;
- algumas mamadeiras / papinhas;
- berçinho / caminha;
- e agora há uns meses: fraldas / calcinhas (PS.: mas ainda com a fralda da noite e da soneca).

Todas elas aconteceram muito naturalmente e sem traumas, algumas por própria iniciativa e indicações dela mesma... e isso só faz minha angústia aumentar nesse caso, pois agora, essa coisa de tirar do colo tá parecendo uma forçação tão grande de barra, sabe? Tipo: ter-que-tirar... Daí fico me perguntando: tem que ser agora mesmo? Assim... dessa forma tão programada?

Quis aproveitar quando ela saiu do berço pra caminha, mas aí pensei: poxa, vou tirar tudo dela assim de uma vez? Não posso: primeiro ela acostuma com a cama e aí eu começo a colocar ela para dormir lá e não no meu colo... e aí, quem sabe, ela mesma não toma a iniciativa disso, como tem sido em outras transições? Em tempo, juro que não foi desculpa, que não tô enrolando viu?!

Então... ela não tomou a tal iniciativa e, pelo contrário, faz sempre questão em todas as tentativas que fiz de incentivá-la a ir dormir na cama dela, mesmo eu ficando ali do ladinho. Já arrisco pensar em esperar até os 3 anos (em tempo, de novo, ressalto: não é enrolação!), pois fico pensando:  se não está me incomodando perder ali uns 30 minutinhos até ela dormir e colocá-la na cama; se ela também sente prazer nesses momentos... por que então forçar que isso acabe?

Tá, tá bom, já respondi: porque ela não vai ficar até os 18 anos dormindo no meu colo. 
Aff... além disso a mãe-neura aqui dentro já começa a sussurrar em minha consciência coisas do tipo: você está criando uma dependência sua desnecessária e prejudicial à vida dela... ai... como diria Chicken Little: "ô vida difícil!"

Enfim... (e finalmente) após todo esse desabafo: ouvi falar sobre um tal de "objeto transicional" que, de repente, pode ajudar ou facilitar esse processo. Ainda não sei... ainda estou lendo, estudando e entendendo a respeito....

Além disso já penso também em estabelecer uma rotina prazerosa que substitua o prazer do colo (embora, claro, o prazer do colo de mamãe seja sim insubstituível... ic!) e Pissuca funciona muito bem com rotinas... Sei lá... tipo a leitura de uma estorinha (já que ela também adora livros e estórias)...

Bom.. ainda estou estudando (e aceito, gratamente, contribuições) mas enquanto isso... continuo aproveitando cada segundinho desses momentos que são daqueles que, como gosto de dizer:

Enchem o coração de mamãe!

"Mother and Child"
Pintura de Gustav Klimt


**** Texto registrado em 03/03/09 - Pissuca com 3 meses - Momento de coração cheio de ternura! Sono de anjo! ****

Os momentos de maior sentimento entre mim e a Pissuca, são os momentos em que coloco ela pra dormir... qdo ela dorme no meu colo... tão entregue... tão inocente... qdo dançamos juntas as músicas do Ipod até ela dormir no meu ombro ... qdo fico penteando suas sobrancelhas e passando o dedo bem devagar em sua testinha para acalmá-la durante as crises de choro até ela dormir... são momentos que eu sinto meu coração transbordando de tanta ternura... ternura mesmo... um sentimento que eu não conhecia até ser mãe.

Adoro vê-la dormindo, principalmente no meu colo... não é a toa a quantidade de fotos que eu tiro dela dormindo. RS.. “Tenha em ti todos os sonhos do mundo”
Parece um anjinho... “Sometimes when you look hard enough, you can catch a glimpse of their wings… but, then, in an instant, they are gone again”

Sempre coloco músicas de ninar pra ela no Ipod para ela dormir, algumas vezes dançamos juntas até ela dormir no meu ombro. As musiquinhas são muuuuitas músicas rock’n roll e pop com melodia de ninar e outras normais mesmo que gosto. Dançamos muito a built me up, take me home, a fila anda... são momentos só nossos e muito gostosos.

*****

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